domingo, 31 de agosto de 2008

Sou uma alternância de alegrias, que viram sorrisos, que viram gargalhadas e depois só um brilho no olhar, e tristezas, que viram mar de lágrimas, que viram dor de cabeça e vontade de não fazer nada. Uma mistura de sonhos cor de rosa e decepções em preto e branco. Algumas vezes, tenho alma cigana e sou livre como um curumim, outras tantas vezes, sou prisioneira das minhas próprias idéias. Faço viagens intergalácticas ou me tranco no meu próprio umbigo. Vôo muito alto e caio bem abaixo do nível do mar. Muito quente ou congelando, mas nunca morna. Meio termo, mais ou menos e normal são palavras que não costumam se encaixar na minha vida. Meu segundo nome é intensidade.


Esse texto não é meu (e na verdade não lembro de quem é, quando souber eu digo), mas é a minha cara!

RECEITA PARA COMER O HOMEM AMADO


Pegue o homem que te maltrata, estenda-o sobre a tábua de bife e comece a sová-lo pelas costas. Depois pique bem picadinho e jogue na gordura quente. Acrescente os olhos e a cebola. Mexa devagar até tudo ficar dourado. A língua, cortada em minúsculos pedaços, deve ser colocada em seguida, assim como as mãos, os pés e o cheiro verde. Quando o refogado exalar o odor dos que ardem no inferno, jogue água fervente até amolecer o coração. Empane o pinto no ovo e na farinha de rosca e sirva como aperitivo. Devore tudo com talher de prata, limpe a boca com guardanapo de linho, limpe os dentes e arrote com vontade pra que isso não se repita nunca mais.